domingo, 28 de junho de 2009

[179] Vovô Viu A "Vuva" (Canal "Esportes")

Post publicado oriiginalmente no canal "Esportes", no dia 20 de junho de 2009. Clique AQUI para acessar o texto original completo.

Os que acompanham a Copa das Confederações podem não estar vendo, mas com certeza estão ouvindo a “vuva”, ou melhor, a vuvuzela.

Trata-se de uma buzina, tradicional da cultura africana, que emite sons tribais e é usado nos estádios para criar um bom ambiente – pode até ser para eles, mas para quem vê de fora é algo insuportável.

O ruído ensurdecedor se assemelha a um enxame de abelhas, capaz de desanimar espectadores e até os jogadores. Mas não faz sentido proibir algo típico da cultura local, pois seria um grande desrespeito à festa nas arquibancadas, onde se encontra, além das “vuvas”, dança, cantoria, alegria… O jogo mesmo fica em segundo plano.

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E de baixo de muita vuvuzela, a seleção brasileira venceu novamente...

sábado, 6 de junho de 2009

[178] Comédia Brasileira Em Alta

Tendo um histórico familiar de dar inveja, Claudio Torres, filho de Fernanda Montenegro, Fernando Torres e irmão de Fernanda Torres, vem seguindo o caminho que, inevitavelmente, o levará ao reconhecimento que merece no cinema. O diretor, após “Traição”,“Redentor” e “A Mulher do Meu Amigo”, busca agora na comédia romântica uma forma de agradar, fazer sorrir e emocionar ao mesmo tempo. Seu objetivo é que o público, no qual pensou desde o início, encontre em “A Mulher Invisível” uma história que cative desde os idosos até os mais jovens. Confira AQUI, com exclusividade, a entrevista que o diretor concedeu ao LixeiraDourada, logo após a pré-estreia do filme, da qual nossa equipe participou.

Logo no início do filme, já é possível ver que o personagem de Selton Mello, Pedro, é um homem apaixonado por sua mulher. Com uma declaração de amor logo de cara, e um pé na bunda de Marina (Maria Luisa Mendonça) logo em seguida, Pedro se fecha em seu apartamento experimentando a solidão do abandono. Com as luzes apagadas e a casa completamente bagunçada, eis que surge Amanda (Luana Piovani) para mudar completamente aquela situação. De shortinho e uma xícara na mão, indo lhe pedir açúcar, aquela mulher parecia mais do que perfeita.

Confira as fotos da pré-estreia - clique para ampliar.

A ideia de perfeição conflita com a realidade da inexistência. Apenas o expectador sabe, desde o início, que ela não existe e acompanhar o relacionamento dos dois é a base para grande parte da graça do filme. Amanda leva comida na cama, limpa a casa, assiste futebol, é boa de cama, ninfomaníaca e não tem ciúmes, características que, juntas, fariam qualquer homem se apaixonar. Porém, mostrada com o humor característico de Selton Mello em sua incrível atuação, aliada a um roteiro engraçado e romântico, a relação entre os dois é um atestado cômico de que o par perfeito é uma ilusão que construímos. E que o amor de verdade é um caminho um pouco mais complicado.

Com Maria Manoella, no papel de Vitória, a outra ponta do futuro triângulo amoroso, Vladmir Brichta, como o melhor amigo, Carlos, Fernanda Torres e Marcelo Adnet, entre outros, temos a promessa de descontração e reflexão em uma história perfeita para um público heterogêneo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

[177] Fórmula de Sucesso

Estreia hoje, em todo o território nacional, a comédia-romântica “A Mulher Invisível”, de Claudio Torres.

Antes, gostaria de agradecer à Rede Brazucah que nos convidou para a pré-estreia do filme. E confessar que entrei no cinema naquele dia com certo receio. É verdade que o trailer do filme, que você vê abaixo, é realmente engraçado, mas esse é um gênero altamente mercadológico e difícil de trabalhar. Muitas vezes superproduções industriais acabam se tornando grandes fracassos, apesar de fazerem alguns adolescentes abobalhados gargalharem (não vou citar exemplos). É verdade que “A Mulher Invisível” acaba repetindo uma fórmula que têm gerado grandes lucros nos últimos anos (não é difícil imaginar Ashton Kutcher ou Emile Hirch no papel de Pedro, apesar de eu desconfiar que nenhum deles o faria tão bem quanto Selton Mello).

O grande “porém” do filme é exatamente o bom uso desses moldes, que cria um clima de divertimento e uma história que não faz simplesmente com que o público ria ou se emocione, mas deixa uma reflexão sobre as consequências de uma grande solidão. O filme começa com uma grande declaração de amor de Pedro (Selton Mello), que é seguida pela participação mais do que especial de Maria Luisa Mendonça como Marina, que o troca por uma alemão. O impacto causado pelo abandono faz com que Pedro crie Amanda (Luana Piovani, em um papel aos moldes dela), uma mulher simplesmente ideal, inexistente. Casais deveriam evitar assistir ao filme juntos, pois as reações dos rapazes aos desfiles de Luana pela telona podem não agradar às moças.

Também estão no elenco principal a (quase) novata Maria Manoella, que interpreta Vitória, a vizinha apaixonada que é incentivada pela irmã, Lúcia (Fernanda Torres, muito grávida durante as filmagens), a  “investir” no romance, mas sempre encontra um obstáculo ao tentar tomar a iniciativa. Além deles, outras excelentes participações (Paulo Betti, Lúcio Mauro, Vladimir Brichta, Marcelo Adnet, Danni Carlos e outros), unidas a excelente trilha sonora, fazem o espectador se sentir bem por ter escolhido aquele filme, justificando o slogan (que já virou ditado) “cinema é a maior diversão”.

“A Mulher Invisível” é mais do que uma comédia romântica, é diversão para toda a família. E finalmente o cinema brasileiro exibe um filme feito sob molde e padrões internacionais de sucesso de público, acertando nas medidas. Que o sucesso venha, e seu exemplo seja seguido.


terça-feira, 2 de junho de 2009

[176] Palcos Do Espetáculo

A Copa do Mundo no Brasil se aproxima. Está certo que ainda faltam cinco anos para 2014 e que, até lá, ainda existe a Copa do Mundo de 2010, que será sediada no continente africano.


Esse será o banner utilizado pelo LixeiraDourada nos posts sobre a Copa 2014.

Mas os brasileiros já vislumbram o evento e se dividiram em torcidas, por regiões, para acompanhar a oficialização das cidades sedes da Copa pela FIFA - oficialização essa que não revelou nenhuma surpresa, já que a informação das 12 cidades escolhidas vazara na imprensa dias antes do anúncio.

Joseph Blatter, então, em ordem alfabética, confirmou:

Belo Horizonte – Estádio do Mineirão
Copa 2014 - Mineirão

Utilização: Atlético-MG e Cruzeiro

Duração da obra: Dois anos e meio

Capacidade: 70 mil

Custo: R$ 2 bilhões.



Brasília – Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha)
Copa 2014 - Mané Garrincha

Utilização: Gama

Duração da obra: Três anos

Capacidade: 70 mil

Custo: R$ 600 milhões.



Cuiabá – Estádio Verdão
Copa 2014 - Verdão

Utilização: Mixto, Operário e Dom Bosco

Duração da obra: Três anos

Capacidade: 45 mil

Custo: R$ 300 milhões.



Curitiba – Arena da Baixada
Copa 2014 - Arena da Baixada

Utilização: Atlético-PR.

Duração da obra: Um ano

Capacidade: 41 mil

Custo: R$ 138 milhões.



Fortaleza – Estádio Castelão
Copa 2014 - Castelão

Utilização: Ceará, Fortaleza e Ferroviário.

Duração da obra: Três anos

Capacidade: 53 mil

Custo: R$ 300 milhões.



Manaus – Estádio Vivaldão
Copa 2014 - Vivaldão

Utilização: Nacional, Rio Negro e São Raimundo.

Duração da obra: Três anos

Capacidade: 42 mil

Custo: R$ 500 milhões.



Natal – Arena das Dunas (Machadão)
Copa 2014 - Arena das Dunas

Utilização: América-RN e Alecrim.

Duração da obra: Três anos

Capacidade: 45 mil

Custo: R$ 300 milhões.



Porto Alegre – Beira-Rio
Copa 2014 - Beira Rio

Utilização: Internacional.

Duração da obra: Dois anos

Capacidade: 62 mil

Custo: R$ 120 milhões.



Recife – Arena Recife
Copa 2014 - Arena Recife

Utilização: Não há usuários.

Duração da obra: Dois anos

Capacidade: 46 mil

Custo: R$ 500 milhões.



Rio de Janeiro – Estádio Mário Filho (Maracanã)
Copa 2014 - Maracanã

Utilização: Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco.

Duração da obra: Dois anos

Capacidade: 86 mil

Custo: R$ 400 milhões.



Salvador – Estádio Fonte Nova
Copa 2014 - Fonte Nova

Utilização: Bahia.

Duração da obra: Três anos

Capacidade: 55 mil

Custo: R$ 400 milhões.



São Paulo – Estádio do Morumbi
Copa 2014 - Morumbi

Utilização: São Paulo.

Duração da obra: Três anos

Capacidade: 62 mil

Custo: R$ 150 milhões.



Entre as 17 cidades que concorriam, estas cinco ficaram de fora: Florianópolis, Goiânia, Campo Grande, Belém e Rio Branco. Embora não receberão os jogos, elas poderão sediar eventos durante o Mundial.
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A dificuldade de se construir tal evento num país de grande dimensão, caso do Brasil, é visível. Nosso país é do tamanho de um continente e necessita espalhar a Copa por todo seu território. Todos os palcos do espetáculo, sem exceção, carecem de reformas. Até 2014 se terá muito trabalho, Sr. Ricardo Teixeira. E, de preferência, sem os atrasos do Pan.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

[175] Efeitos Da Batalha Sonora

O dia de hoje, de certa forma, marca o retorno da banda inglesa Placebo às prateleiras.
E, consequentemente, às listas de mais vendidos.

Está sendo lançado o mais novo single do grupo (não no Brasil, é claro, já que singles nunca são lançados aqui). “For What It’s Worth” é parte do excelente álbum Battle For The Sun, que será lançado (quase) mundialmente na próxima segunda-feira, 8 de junho – mais uma vez, não há previsão de lançamento no Brasil. Este, foi recebido com certo receio pela maioria dos fãs por ser o primeiro álbum após a saída do baterista Steve Hewitt, que esteve na banda durante cerca de dez anos.

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A sonoridade de Battle For The Sun realmente pode ser um pouco diferente do que os fãs mais antigos imaginam ao pensar na banda, mas certamente isso não se deve à presença do novo (e excelente) baterista, Steve Forrest, uma vez que essas novas “tendências” musicas já vinham sendo anunciadas desde Meds, de 2006. Um fato curioso, apesar de eu não saber se isso realmente tem alguma influência na banda, é que Forrest é o primeiro baterista destro do Placebo, nos 15 anos de existência da banda. E Stefan Olsdal, felizmente, continua o mesmo.

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Construído sobre uma batida mais pop, Battle For The Sun não deixa de exibir a força do rock do Placebo que conquistou tantos fãs mundo afora. Uma das inovações que apresenta, de acordo com o próprio vocalista, Brian Molko, é o fato de ser o primeiro trabalho deles que acabou criando um significado completo. A ordem das músicas, segundo Molko, tem um significado mais amplo juntas do que se analisadas de forma isolada e acabam contanto uma história , ao contrário dos outros álbum que apenas contavam com músicas soltas em uma ordem quase aleatória.Battlecover

Ao longo de suas 13 faixas e quase 50 minutos, Battle For The Sun mostra que o Placebo não perdeu sua principal característica: uma banda que se supera a cada novo trabalho, sem a preocupação de repetir fórmulas mágicas que já agradaram antes, dando sempre o melhor de si para fazer um bom trabalho. Coisa muito, muito rara. Além da faixa-título e do primeiro single, quero dar destaque especial à sequência final do álbum: “The Never-Ending Why” (uma das melhores), “Julien”, “Happy When You’re Gone”, “Breathe Underwater”, “Come Undone” e “Kings Of Medicine”, que encerra nos deixando com vontade de apertar o repeat. Battle For The Sun é um CD que merece ser comprado e esquecido dentro da bandeja do seu cd-player, ao menos por algumas semanas. Você não vai se cansar do efeito placebo tão facilmente…


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