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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sadako ou Samara?

Atendendo a pedidos, trago Ring: O Chamado (Ringu, Japão 1998), a famosa versão original do filme estrelado por Naomi Watts. Sendo mais simples e direto ao ponto, a versão oriental é no mínimo mais assustadora.

ringu



Contemplativo Até O Fim do Mundo

Um dos concorrentes ao Oscar deste ano é uma filme que gerou certa revolta em uma grande parcela de seus espectadores. Qualquer um que conheça algo da obra do diretor Terrence Malick já sabia de antemão que A Árvore da Vida ("The Tree of Life", EUA, 2011) não era um filme paraqualquer audiência. No entanto, se aproveitando da presença de Brad Pitt e Sean Penn no elenco principal, várias distribuidoras mundo afora se permitiram uma, digamos, jogada de marketing para atrair o grande público. Foi assim que vimos um filme extremamente artístico e contemplativo ir parar em cinemas multiplex de shopping centers por aí. E o que teve de gente saindo no meio da sessão pra pedir o dinheiro de volta...




Do Rio a Hollywood

O que Ary Barroso, Fernanda Montenegro, e Fernando Meirelles têm em comum? Primeiramente todos eles são brasileiros, mas os três também já foram indicados para a maior premiação do mundo cinematográfico: o Oscar. E, neste ano, mais dois nomes vão fazer parte deste grupo: Sergio Mendes e, surpreendentemente, Carlinhos Brown (não que ele seja ruim, mas não acho que ele se encaixe no estilo da premiação). Os dois são responsáveis pela maior parte da trilha sonora da mais nova animação de Carlos Saldanha: Rio (EUA, 2011).




domingo, 19 de fevereiro de 2012

Mais Um Filme de Esporte Americano


Depois de "Amor em Jogo" (2005), "Campo dos Sonhos" (1989), "Uma Equipe Muito Especial" (1992) e muitos, muitos outros, chega aos cinemas mais um filme sobre baseball: O Homem Que Mudou o Jogo ("Moneyball", EUA, 2011), de Bennett Miller, baseado em fatos reais.


O filme conta a história de Billy Beane (Brad Pitt), um frustrado jogador de baseball, agora gerente dos Oakland, um time pequeno e sem grande orçamento. Como se isso já não bastasse, o time quase chega a final do campeonato, é destruído e seus melhores jogadores são comprados, o que deixa Billy sem esperança de melhorar o time. É então que ele conhece Peter Brand (Jonah Hill), um jovem analista apaixonado pelo esporte que desenvolve um método para escolher jogadores promissores para o time. E assim, juntos eles mudaram o curso da história do baseball.


Com uma história intrigante, o longa é um impecável filme esportivo, mas não deixa de sair da categoria, apesar do drama familiar do protagonista.  Merece as indicações ao Oscar? Talvez, mas quem diria que Jonah Hill estaria concorrendo hein! Emociona o espectador com a história do time e até faz você sair querendo entender mais um pouquinho desse método revolucionário, mas também não é o melhor filme da história desse esporte.



Aloha, Família!

O eterno galã George Clooney estrela um filme que é, no mínimo, surpreendente. Um filme que começa com uma mulher loira e feliz fazendo esportes radicais no Havaí e que, dez segundos depois, mostra a mesma mulher em coma no hospital não é, realmente, comum e previsível. Os Descendentes ("The Descendants", EUA, 2011) nos leva para a história de Matt King, um advogado com problemas com as filhas, uma mulher prester a morrer e um negócio milionário que pode mudar a vida de sua família inteira.



sábado, 18 de fevereiro de 2012

A Tropa que Não Foi Elite

Temos um problema de identidade no Brasil. Com tantas misturas de etnias, culturas e tudo aquilo que a gente escuta em aulas de sociologia, é difícil dizer o que é realmente brasileiro. Como não poderia ser diferente, esse problema se reflete no cinema. Que filme você diria que representa o cinema nacional? Se essa pergunta fosse feita há alguns (muitos) anos atrás a resposta, ainda que muitos se sentissem envergonhados em assumir, seria pornochanchada. Claro que não é um motivo de MUITO orgulho, mas era uma criação nossa, uma coisa típica brasileira e que a gente (e quando eu digo “a gente” quero dizer a Regina Casé) fazia muito bem. Nesse caso, encontramos outro problema: a dificuldade de apreciar comidas (entendeu o trocadilho?) tipicamente brasileiras.


Claro que não é todo mundo, mas quem nunca ouviu alguém falando: “ah, mas esse filme é brasileiro?” em tom de desprezo? Esse pensamento anda tão enraizado na gente que um dos filmes de maior sucesso dos últimos anos, Tropa de Elite 2 (Brasil, 2010), é completamente Hollywoodizado. A gente tem que admitir que, tirando a corrupção e a violência com as quais nos identificamos tanto, os atores podiam muito bem estar falando inglês. Claro que o grito de “Skull!” (Caveira, no original) ia soar como merchandising de cerveja, mas é muito fácil de imaginar.


Dessa forma, não é de se estranhar que o filme não tenha sido indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Apesar de brilhante (sei dar valor, tá vendo?) o filme nada mais é do que algo de lá produzido cá. Mas nem tudo está perdido. A produção de Tropa 2 mudou muita coisa por aqui, desde a preparação dos atores até as medidas de segurança anti pirataria. A fim de tornar tudo mais real a equipe do filme passou por diversos treinamentos com o próprio BOPE e outras equipes de segurança. Isso tudo sem falar nas equipes “importadas” de efeitos especiais.


Não sei vocês, mas eu não preciso do reconhecimento de estrangeiros pra saber que algo que nós fizemos foi bom. A forma do filme pode ser americana, mas o mérito é todo brasileiro. Mesmo que o filme fosse ruim, como muitos aqui são, talvez seja hora de encarar de um jeito diferente o cinema nacional. Se for pra importar alguma coisa, vamos importar o orgulho indiano de Bollywood. Até porque, convenhamos, nossos filmes são bem menos trashes (licença poética) e bem menos admirados que os deles. Quem sabe, daqui a uns anos, não são os americanos que querem uma indicação no nosso Festival de Gramado?




Entre os Muros da Escola Outra Vez

Pelo segundo ano consecutivo o Canadá concorre na categoria de Melhor Filme em Língua estrangeira, sendo o quarto do país a entrar na briga pela famosa estatueta dourada desde a virada do milênio. Com o mesmo número de indicações de Israel e México, fica atrás apenas da Alemanha e França. Adaptado da peça “Bashir Lazhar” da autora Evelyne de La Chenelière, o escolhido desse ano Monsieur Lazhar (“Monsieur Lazhar”, 2011) junta-se aos incríveis conterrâneos Incêndios (“Incendies”, 2010), Water (“Water”, 2005) e As Invasões Bárbaras (“Les Invasions Barbares”, 2003), sendo este o último vencedor da categoria e considerado uma das melhores produções do vizinho norte dos americanos. O filme não é o favorito para levar o tão cobiçado prêmio, mas deixou de fora da lista os indicados do México, Finlândia e Uruguai, aclamados pela crítica. O que o torna tão especial então?



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ferro, carne e osso.

Você simplesmente sabe que A Dama de Ferro ("The Iron Lady", Inglaterra/França ,2011) vai ser exibido para as crianças na aula de história. Antes isso poderia significar algo ruim, mas desde que “A Rainha” cativou salas de cinema e de aula descobrimos que aprender pode, de fato, ser divertido. Dessa vez, a personalidade inglesa em questão é a ex-Primeira Ministra Margaret Thacher. Embora muito mais legal do que “A Ilha das Flores”, o filme ainda passa uma impressão muito forte de relato histórico correto.



Além dos Bem-Casados...

A comédia coqueluche do ano passado também marca presença no Oscar 2012. Missão Madrinha de Casamento ("Bridemaids", EUA, 2011) parecia apenas mais uma daquelas comédias românticas que estamos cansados de ver, recheada de todos os maiores clichês da face da terra. Mas eis que, ao estrear, o filme não só surpreendeu como empolgou as platéias pelo mundo e garantiu seu lugarzinho na maior premiação de cinema do mundo. Uma festa que normalmente só tem olhos para os dramas, abriu espaço para essa comédia despretensiosa, doce e encantadora.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Primórdios do Cinema Na Mais Alta Tecnologia


Quem poderia esperar que Martin Scorsese dirigiria um filme infantil? Não só infantil, como estrelando dois atores mirins e dominado por efeitos especiais. Este é A Invenção de Hugo Cabret (“Hugo”, EUA, 2011), baseado no livro homônimo de Brian Selznick.





A serventia da casa

O racismo e o cinema sempre tiveram uma ligação íntima. Sendo assim, torna-se cada vez mais difícil tratar do tema originalmente na sétima arte. Histórias Cruzadas ("The Help", EUA/ Índia/ Emirados Árabes, 2011) traz  um pouco da velha discussão de uma forma bastante emocional. Um pouquinho de racismo com feminismo e, fatalmente, a luta humana de todo o dia pra vencer a adversidade. Não é um filme que pretende reacender uma questão humanitária, em vez disso quer no mostrar o quanto a gente já conquistou.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Quebrando Preconceito com Melodrama


Longas melodramáticos tendem a ser bregas, exagerando na interpretação dos atores e músicas ao fundo geralmente tentando arrancar lágrimas dos espectadores a qualquer preço. Mas quando bem pensado e executado, pode se tornar um daqueles filmes para a vida toda, e este é o caso de Crying Out Love (Japão, 2004), baseado no best-seller homônimo.




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Nem os Fantasmas se Divertem

Ahh, que saudade do Beetlejuice. Não era um fantasma como os que a gente teme e se esconde debaixo das cobertas, mas era um fantasma dos bons. Aliás, eu só percebi o quanto sinto falta dessa geração de fantasmas do humor, também consagrada pelos Caça-Fantasmas, quando assisti O Despertar (“The Awakening”, Reino Unido, 2011) do diretor Nick Murphy. Murphy como a Lei? Tinha como dar certo? Vamos descobrir.




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Steampunk para surdos


Se prepare para encarar o letterbox mais uma vez com O Artista (“The Artist”, França/ Belguim, 2011). Favoritão do Oscar, ele mostra que é bem diferente de qualquer filme que você possa ter visto nessa década ou século. Um meio termo tênue entre uma viagem nostálgica e um tratado acadêmico. Existe de fato algo de especial nesse filme que torna ele merecedor da atenção da Academia. Com reações abrangendo as mais diferentes caretas do cinema mudo, o brilhantismo fica em conta muito mais de uma idéia bem concebida do que em uma execução engenhosa.




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Guerreiros do Horóscopo



Com o sucesso do anime Saint Seiya no Japão, a Toei Animation resolveu produzir o primeiro longa metragem com os personagens da série de TV. Saint Seiya, o santo guerreiro (Saint Seiya Gekijouban, Japão, 1987) é o único filme da franquia dos cavaleiros de bronze que não possui qualquer ligação com o desenho para TV.
Os Cavaleiros do Zodíaco - Saint Seiya - O Santo Guerreiro


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Tudo canta, tudo dança!

Nostalgia não justifica pagar para assistir no cinema o que você pode ver na sua sala, com a sua pipoca de microondas de sabor bizarro, seu lençol e os botões de pausa e rewind do seu controle remoto. Se você acha importante ensinar à sua filha que Síndrome de Estocolmo é ok e que é preciso ser paciente porque, apesar dos maus tratos, o cara pode ficar um gato no final, escolha um fim de semana chuvoso e alugue o DVD. Afinal, uma mísera tecnologia de terceira dimensão também não justifica – pelo menos ainda não.




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Pula Logo e Acaba Com Isso

Quando assisto a um filme ruim no cinema a ideia de sair da sala é sempre tentadora. Dessa vez não sai, quase dormi e nunca torci tanto para alguém pular de um prédio. Pois agonia de assistir a mais do mesmo é sempre tênue, eles poderiam melhorar o que já foi feito, quando na verdade acabaram piorando a fonte de onde beberam.



A Ilha da Mesmice

Quando mais novo alguém já lhe fez a seguinte pergunta: “Se você estivesse numa ilha deserta, quem você escolheria para ficar com você”? Lógico que isso era só uma brincadeira de criança. Mas imagine que você não pudesse escolher e acabasse parando em uma ilha cheia de criaturas e florestas apavorantes. Essa é a história de Viagem 2 – A Ilha Misteriosa (Journey 2: The Mysterious Island, EUA, 2012). O filme é baseado em um dos clássicos de Júlio Verne, igualmente ao seu antecessor “Viagem ao Centro da Terra”, de 2008.




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Uma Nova e Doce Perspectiva


Um filme cadenciado e doce, que sem perder o ritmo consegue ainda fazer saltarem os nervos, constranger e dar lições fortes de vida. Histórias Cruzadas ("The Help", EUA/Índia/Emirados Árabes Unidos, 2011), abusa de conflitos que enchem os olhos dos americanos para encantar expectadores de todo tipo com uma bela narrativa e atuações impactantes.




Techno com técnica

 Antes de David Getta infectar as rádios, a música eletrônica costumava ter uma proposta bem diferente. É isso que os Chemical Brothers trazem a tona com o filme Don’t Think (Adam Smith, 2011). Retornar o techno ao seu auge nem que só por uma noite faz parecer uma tarefa fácil para a dupla inglesa. Quem acha que eles perderam a forma, ou até que a cena eletrônica estava morta vai ter uma surpresa ao sentir o pulso desse gênero musical.



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